Escrevemos e publicamos a nossa Confissão de Fé para tornar público e notório a nossa crença.

Ela está firmada nas Escrituras Sagradas e no princípio teológico de fé reformada.

Assim Cremos…

  1. REVELAÇÃO: Nas Escrituras Sagradas, a Bíblia Sagrada, Antigo e Novo testamentos, como a Palavra de Deus, infalível e inerrante, e a temos como nossa única regra de fé e prática. Ela é a fonte de sabedoria e compreensão para aqueles que a amam e a praticam, e nela encontramos tudo o que precisamos para conhecer a Deus e seus eternos planos para a redenção de sua criação caída.
  2. Que a Bíblia Sagrada é a Revelação Especial de Deus, que objetiva revelar Jesus, o Cristo, e o plano redentivo do Deus amoroso para todo o mundo; há também a Revelação Geral, que é a maneira graciosa de Deus se revelar no mundo através de sua criação e seu poder abençoador para com todos.
  3. Entendemos que o método de interpretação das Escrituras Sagradas é o histórico-gramatical, por ser este o mais adequado e coerente, pois preserva a integridade do texto sagrado e promove uma exegese e uma hermenêutica sadias.
  4. TEOLOGIA SISTEMÁTICA: Que a Teologia Reformada é uma forma bíblica consistente de compreensão, a qual abraçamos, e trás em si sólidas bases para o ensino sistemático da Palavra de Deus, garantindo a centralidade de Cristo e seus ensinos.
  5. Que após a queda não há no interior do ser humano nenhuma capacidade ou virtude para alcançar a Deus e sua salvação. A ação é exclusiva de Deus; começa e termina com ele. Este é o conceito da Depravação Total da humanidade caída. Neste caso somos Agostinianos, em oposição aos Pelagianos e Semi-Pelagianos.
  6. Que antes mesmo do pecado entrar na história da humanidade, Deus já havia provisionado salvação em Cristo Jesus para seus eleitos. Deus é o Deus de toda a eternidade e nada, nada mesmo, o surpreendeu. Neste aspecto somos Supralapsarianos, em oposição aos Infralapsarianos, pois cremos que a condenação é, antes de tudo, um ato da soberania divina, e somente secundariamente um ato da sua justiça. Não nos alinhamos a teologia conhecida como Hiper Calvinismo, mas na eleição eterna dos santos e santificados por Deus, pois a eleição precede a Reprovação, e a Reprovação revela a Eleição.
  7. Na Eleição Incondicional, Deus escolheu livremente os seus eleitos dentre todos os mortais pecadores, e os predestinou conforme sua graça maravilhosa. O céu está sendo preparado para os eleitos, que foram escolhidos antes da fundação do mundo, e esta decisão da escolha é estritamente de Deus e de mais ninguém. Isso confirma que fomos escolhidos não por mérito próprio, mas por graça exclusivamente, mediante a fé.
  8. Que na queda, narrada nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, o ser humano perdeu o Livre Arbítrio para alcançar por si mesmo a salvação. Entretanto, a Livre Agência permanece em sua consciência, para que possa tomar decisões eticamente e moralmente corretas, sempre, limitado à sua condição pecaminosa e pela Graça Comum, que minimiza os efeitos do pecado na criação.
  9. Na Expiação Limitada, ou Definida, que diz que a morte de Cristo foi um ato de expiar os pecados dos que ele mesmo escolheu, que teve sucesso total e não uma tentativa parcialmente falha. Deus não desperdiçou uma gota sequer do sangue de Jesus, que salvou a todos por quem ele morreu. A visão reformada sustenta que a expiação de Cristo foi destinada e tencionada somente para os eleitos. Cristo deu sua vida exclusivamente por suas ovelhas, salvando-as todas, sem perder nenhuma sequer.
  10. Que a todos quantos receberam graciosamente o dom da vida, consequentemente a salvação em Cristo, continuarão firmes no caminho da salvação, e por serem eles o objeto do eterno decreto da eleição, e por serem eles o objeto da expiação realizada por Cristo, perseverarão até o fim, visto que o mesmo poder de Deus que os salvou os preservará e os santificará até o final. A Perseverança dos Santos é fato ocorrido na eternidade pelo ato soberano de Deus.
  11. O nosso entendimento da Ordo Salutis reformada é a forma mais adequada de compreender a ação de Deus em nosso favor. Essa é a ordem de como acontece a Salvação, um exercício intelectual de compreender didaticamente, pedagogicamente, como Deus age em nosso favor. Há outras maneiras de se compreender esta ordem, contudo é assim que a compreendemos: (1) Eleição: Deus, em sua soberania e presciência, escolhe, antes da fundação do mundo, pela predestinação, aqueles pecadores que seriam salvos pela graça => Romanos 8.29-30, 9.1-25; Efésios 1:3-14; 2 Tessalonicenses 2:12-13. (2) Chamado: Deus, pela proclamação da Palavra, chama aqueles que Ele mesmo escolheu, e estes respondem com fé salvadora, que o próprio Deus gera no coração do homem; (3) Regeneração: Deus aplica o novo nascimento, ou seja, concede vida ao que foi chamado, que outrora estava morto em seus delitos e pecados. O Chamado e Regeneração ocorrem simultaneamente. A ordem aqui é meramente didática => João 1.12-13, 3.1-10, 6.44-45, 63-65; Efésios 2.1-5; Tito 3.3-6; Romanos 8.30; (4) Conversão (Arrependimento e Fé): Deus move nosso coração e mente para responder positivamente ao chamado do Evangelho, promovendo arrependimento dos pecados pessoais e colocando nossa fé em Cristo somente => Atos 20.21; Efésios 2.8-9; Filipenses 1.29; Atos 13.48, 16.14, 18.27; Tiago 2.14; Atos 5.31, 11.18; 2 Coríntios 7.10-11; (5) Justificação: Deus nos declara justos, perdoando os nossos pecados e imputando a justiça de Cristo a nós. Uma declaração forense e imutável => Deuteronômio 25.1; Atos 10.43; Provérbios 17.15; Romanos 3.21, 4.8, 5.1-2, 5.12-18, 8.32; Gálatas 2.16, 3.1-13; 2 Coríntios 5.21; Filipenses 3.9; (6) Adoção: Deus nos adota como filhos, nos fazendo membros de sua família. Agora não mais escravos de satanás, mas filhos de Deus => Romanos 8.15-17, 23-25; Gálatas 4.1-5; João 1.12-13, 8.40-59; 1 João 3.1-2; (7) Santificação Definitiva e Progressiva: A Definitiva significa que  Deus nos separa e santifica de uma vez por todas, em Cristo, e que tem também seus aspectos escatológicos: “já, mas ainda não” – já aconteceu na história, mas ainda há de encerrar com a volta de Cristo (Levítico 11.44; Mateus 5-7; Romanos 1.3; Efésios 4-5; Filipenses 2.1-13; 1 Coríntios 13; Gálatas 5.16-23; 1 Pedro 1.15-16; 2 Pedro 1.1-10; 2 Pedro 3.18); a segunda, a Progressiva, significa que a cada dia Deus vai nos tornando mais “santos” conforme a imagem de seu filho Jesus Cristo, à medida que renunciamos o pecado e nos voltamos para Deus (João 10.26-30; Romanos 6; 1 Coríntios 1.2, 6.9-12). É um trabalho de Deus, mas também há responsabilidade humana em nos santificar diariamente para a glória de Deus. (8) Perseverança dos Santos: Deus é quem sustenta nossa salvação durante nossa caminhada aqui na terra, pois é obra dele e para ele. Todos aqueles que foram regenerados e justificados por Deus irão perseverar até o fim de suas vidas. Nenhum salvo perde sua salvação, pois o trabalho é exclusivo de Deus => Jeremias 32.40; João 6.37-40, 10.26-30; Romanos 8.30-39; Filipenses 1.6; 1 João 3.9; (9) Glorificação: No fim dos tempos Deus finalmente irá remover todo vestígio e traços do pecado que ainda permanecem em nós, e nos dará um corpo glorificado, ressurreto, transformado, e viveremos eternamente com Ele no novos céus e nova terra => Mateus 25; 1 Tessalonicenses 4.13-18; 2 Coríntios 5.1-8; Filipenses 1.23, 3.20-21; 1 João 3.1-3; Apocalipse 6.9-10.
  12. TRINDADE: No Deus triuno, três pessoas de mesma essência, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Eles subsistem em um só, mas se manifestam em três pessoas distintas, revelando que a economia da Trindade Santa se releva na sua criação de forma harmoniosa e perfeita. Que não há hierarquia na dinâmica da trindade, sendo suas pessoas distintas, porém em mesmo poder e autoridade que coexistem como três pessoas em uma desde a eternidade.
  13. Que o Deus Trino criou o universo pela sua vontade, através de sua Palavra, e tudo veio a existir por sua perfeita e exclusiva vontade soberana, e que ele sustenta, intervém e governa a história e sua criação de forma amorosa até o fim, cumprindo todos os seus decretos e planos eternos.
  14. ANTROPOLOGIA: Que os seres humanos, todos sem exceção, e a despeito de gênero e raça, foram criados à imagem e semelhança de Deus, e mesmo após a queda, carregam esta imagem em si, apesar de ofuscada pelo pecado.
  15. Que o ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, não pode ser dividido em partes, dicotomizando-o ou tricotomizando-o, como insistem alguns. Ele é uma unidade psicossomática e inteira. Neste quesito somos Holistas, e entendendo que, apesar de haver uma estrutura material e uma estrutura imaterial convivendo harmonicamente e indivisivelmente na existência humana, o ser humano foi criado como um todo e inteiro.
  16. HARMATOLOGIA: Que o pecado entrou na humanidade pela desobediência de nossos primeiros pais, e que toda a criação foi tremendamente afetada por ele. A morte entrou na história da humanidade e, desde então, ninguém pode alcançar salvação a não ser por um chamado irresistível de Deus, que dá vida pela sua livre e soberana escolha. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, necessitando salvação que vem de Deus em Cristo Jesus, aplicada em nós pelo seu divino Espírito.
  17. Por morte entendemos a separação dos seres humanos de seu criador, que é a morte espiritual, e a separação entre nossa estrutura corpórea e a imaterial, quando da morte física. Na queda, com o pecado, a morte e o pecado separam o homem de Deus, o homem de si mesmo e tornou seus relacionamentos incompletos e quebrados.
  18. SOTEROLOGIA: Que pela graça, e somente pela graça, através da fé, somos salvos da ira e punição divinas e recebemos salvação eterna. Esta graça é irresistível, pois quando Deus chama, ele mesmo provê os meios para uma resposta positiva à tamanha graça. Ele é quem dá a vida e nos chama para ela.
  19. Que para manter seu plano perfeito, o Deus fidelíssimo decidiu fazer um pacto com a humanidade caída para preservá-la e salvá-la, movido por seu imenso amor por nós. Pacto este decretado antes da fundação do mundo, sendo Deus mesmo o fiel depositário desta aliança eterna para com a sua criação.
  20. Que a vida eterna é conhecer a Deus e crer em seu filho, Jesus Cristo, e que ela começa aqui na existência humana, e continua pela eternidade, quando do final das coisas terrenas, como elas são hoje, e a inauguração de uma nova e gloriosa era, com todos os eleitos gozando a presença de Cristo eternamente.
  21. CRISTOLOGIA: Que Jesus Cristo veio em carne, nascido de mulher e pela ação do Espírito Santo foi concebido em forma humana, contudo sempre manteve sua divindade plena e eterna. Ele é totalmente homem e totalmente Deus, confirmando a decisão do Concílio de Niceia (325 d.C.) que diz que Jesus era “homoousios” com o Pai (Homo = mesma; ousios = substancia). Rejeitamos, assim, toda forma de Arianismo ou Semi Arianismo, pois Jesus Cristo é homem, e também Deus.
  22. Que Jesus Cristo sofreu as dores e tentações humanas, como qualquer outro ser humano, contudo se preservou santo e puro em obedi6encia plena a Deus, o Pai, e sem pecado viveu para poder se oferecer como sacrifício vicário e perfeito a Deus para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.
  23. Que ele padeceu dores, sofreu a morte de cruz, foi sepultado, e ao terceiro dia ressurgiu dos mortos, de forma milagrosa pela ação do Pai. Sua ressurreição é corpórea, contudo num corpo glorificado, do qual todos os salvos compartilharão num tempo ainda por vir.
  24. Que Jesus Cristo ressurreto, e somente ele, ascendeu aos céus e hoje está assentado à direita de Deus, de onde há de vir para julgar a todos, vivos e mortos.
  25. Que Jesus Cristo virá novamente em seu corpo glorificado, em sua segunda vinda, e todo o olho o verá e toda língua confessará seu senhorio. Jesus é Senhor de tudo e de todos.
  26. ESCATOLOGIA: Que Jesus estabelecerá novos céus e nova terra, após a sua segunda vinda e julgamento final, onde todos os remidos viverão eternamente, em uma só família, nesse novo mundo que chamamos de céu, com nosso corpo glorificado, semelhante ao de Jesus ressurreto.
  27. Que o Milênio que se fala no livro de Apocalipse, é um milênio realizado na história, portanto nos declaramos Amilenistas, em contra posição aos que se declaram Pós-Milenistas, Pré-Milenistas Históricos e os Dispensacionalistas.
  28. Que a Igreja, sua noiva, será arrebatada inteira, ou seja, toda a Igreja de Cristo, e encontrará com ele nas nuvens, e descerá com ele à terra para julgar toda a criação. Esse é um evento único e de abrangência cósmica, que será visto e vivido por toda a criação, inclusive os mortos de todas as eras. A Bíblia nos informa que será tudo isso acontecerá de forma que todo o olho verá e todos reconhecerão o senhorio de Cristo sobre toda a criação.
  29. Que há condenação eterna para aqueles que não creram em Jesus, que também viverão eternamente na perdição, também em corpos transformados, longe de Deus, e na presença de Satanás e seus anjos caídos. Este é o lago que arde em fogo e enxofre, do qual o Evangelista João falou no livro de Apocalipse.
  30. ECLESIOLOGIA: Na Igreja de Jesus, invisível e indivisível, que se compõe de todos os eleitos de Deus de todas as eras. Há uma parte dela que chamamos de Igreja Militante, compostas de homens e mulheres, convertidos pelo poder de Deus, que estão vivendo neste planeta Terra servindo a Cristo e seu Reino; há também a outra parte que se chama Igreja Triunfante, são aqueles cristãos que já descansam no Senhor, não estão mais entre nós, e aguardam o soar da Última Trombeta, quando do final da história desta humanidade.
  31. Num sistema de administração Eclesiástica Presbiteral, cuja premissa básica é a democracia e a representatividade, onde homens e mulheres, eleitos pelo voto da comunidade, representam a igreja nas decisões da vida eclesiástica, da forma da legislação nacional vigente e na forma ordinária de seu cotidiano. Essas pessoas são chamadas de Presbíteros e Presbíteras, e o ajuntamento delas, o Conselho da igreja.
  32. Que os valores do Reino de Jesus devem ser pregados e vividos, por todos, para que essas verdades alcancem todos os eleitos em todos os lugares. Assim, como igreja local e membros do Corpo de Cristo, somos coparticipantes da obra redentora de Jesus enquanto espalhamos a sua Boa Nova a todos e em todos os lugares que ele nos convocar a ir. Esse é o chamado de Deus para sua igreja, a saber, que cada crente em Jesus tem a responsabilidade de compartilhar da Boa Nova de salvação em Jesus onde quer que esteja.
  33. Que o Senhor Jesus nos deixou duas ordenanças (sacramentos), a Santa Ceia, que pode ser definida como Eucaristia, e o Batismo com água.
  34. Na Santa Ceia, o pão é pão, e o vinho é vinho, contudo, após serem abençoados e separados para o fim da comunhão, carregam a presença real, mas espiritual, do Cristo ressurreto. A visão Calvinista é maneira como entendemos esta disputa eucarística, pois significa que Jesus se encontra presente com a substância do pão e do vinho, sem modificá-las ou transformá-las, contudo, sua presença não é física, e sim espiritual. A pessoa completa de Cristo é desfrutada na Ceia, possibilitada pela comunicação especial (mística) do Espírito Santo com os elementos (pão e vinho) e com quem os recebe, através do sacramento e da Palavra.
  35. O Batismo é o sinal e o selo da Aliança da Graça, a entrada formal, pela graça à igreja visível, e que o Espirito Santo divino é quem torna eficaz este sacramento, no tempo de Deus, para todos quantos o Senhor Jesus vier chamar. Portanto, o batismo com água não tem valor salvífico, e a água é somente o elemento material pelo qual a graça alcança os fiéis. A água é água comum, não havendo necessidade de ser benta, e que a quantidade dela não altera o efeito final de suas bênçãos. Todo crente em Jesus e seus filhos e filhas devem ser batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
  36. Aceitamos todas as formas de Batismos, ou seja, Aspersão, Infusão e Imersão, contudo, priorizamos o batismo por Aspersão.
  37. Cremos no Pedobatismo, ou seja, o batismo de crianças, como sendo ordenança bíblica, baseado na Aliança de Deus para com as famílias da fé, e que da mesma forma que o batismo de adultos é somente pela graça, nada mais do que pela graça, assim também para com as crianças. Sendo assim, as crianças agraciadas e eleitas podem, e devem ser batizadas, mesmo em tenra idade.
  38. Nas marcas da verdadeira Igreja de Cristo, que são: a fiel exposição e ensino sistemáticos das Escrituras Sagradas, a correta administração dos sacramentos, e na aplicação da disciplina cristã no âmbito da comunidade da fé.
  39. No chamado Missional da Igreja Local e seus membros como instrumentos de Deus para abençoar as famílias da Aliança, bem como a comunidade onde ela está inserida. Nessa premissa, cada pessoa é chamada a testemunhar e a viver o Evangelho onde está inserida, em sua realidade cotidiana, cumprindo a missão de Deus de evangelizar os povos. É a igreja voltada para fora, na busca de levar a boa nova de salvação a todos que necessitam dela, sendo sal e luz para as nações, cumprindo o IDE de Jesus narrado em Mateus 28.
  40. No IDE de Jesus, que ordenou que a Igreja fosse e pregasse o Evangelho transformador de Jesus, e que isso é responsabilidade de todos, sem exceção, e não somente dos “profissionais” da Bíblia.
  41. Numa postura anticlericalista, ou seja, cremos no sacerdócio universal de todos os crentes. Na prática, as diferenças acontecem, não por hierarquia, mas por economia dos dons distribuídos livremente pelo o Espírito Santo à igreja. Somos todos ícones quebrados, alvos da graça bendita de Jesus, e assim devemos viver servindo uns aos outros no Corpo de Cristo.
  42. PNEUMATOLOGIA: Que o Espírito Santo distribui seus dons para o serviço da Causa de Cristo como lhe bem aprouve, para edificação do Corpo de Cristo, e que são para a igreja de todos os tempos. Contudo, os dons chamados de Dons da Palavra (Línguas e Profecias), com o fechamento do cânon bíblico, cessaram para seu efeito público, mas podem ser exercidos no âmbito devocional, não em cultos e reuniões públicas. Cremos que a cessação destes dons se deu em função do fechamento do Cannon Escriturístico, a Bíblia protestante como a conhecemos, que somente aconteceu em meados do Século IV. Com a Bíblia nas mãos dos crentes, estes dons perderam sua função para edificação coletiva da igreja.
  43. Que Deus deu dons aos líderes para cuidado de sua igreja, homens e mulheres, que pastoreiam e ensinam, em diversas formas, o rebanho de Jesus na terra. Assim, cremos que Deus chamou homens e mulheres, indiscriminadamente, para todos os ofícios e cargos na Igreja Local e seus âmbitos.

Nisso cremos! E com fé e esperança caminhamos firmes na graça de Jesus, e como disse o apóstolo São Paulo, em sua carta aos Filipenses, no capítulo 3, versículos de 12 a 14: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Portanto, Maranata, ora vem Senhor Jesus! Assim, aguardamos ansiosos a gloriosa vinda de Jesus, nosso Senhor e Salvador, quando não mais precisaremos de escrever Credos.

 

Belo Horizonte, 03 de Novembro de 2014.

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